Existem coleções que nascem de uma ideia.
Alba nasceu de um sentir.
Ela começou, silenciosamente, em um momento em que eu mesma precisava de pausa. De respirar mais fundo. De me recolher um pouco do mundo e, de alguma forma, de mim também. Foi nesse espaço mais quieto — onde nem tudo tinha nome — que comecei a perceber os pequenos instantes de beleza que quase passam despercebidos: a luz atravessando uma folha, o vento leve entrando pela janela, o tempo desacelerando só um pouco… como se, mesmo em meio a ausências, algo ainda permanecesse.
“Alba” significa amanhecer. E foi exatamente isso que me tocou: a ideia de recomeço. Não aquele recomeço grandioso, cheio de promessas impossíveis… mas o recomeço delicado, cotidiano, quase sussurrado. Aquele que acontece dentro da gente, mesmo quando ainda estamos aprendendo a lidar com o que ficou — e com o que já não está.
Eu quis criar algo que carregasse essa sensação.
Cada diário da coleção Alba foi pensado como um espaço de encontro — um lugar onde você pode chegar sem pressa, sem cobranças, sem necessidade de ser nada além do que já é. Um espaço para escrever, colar, guardar memórias… ou simplesmente existir. Um lugar onde cabem as palavras, mas também os silêncios.
As capas, os tecidos, os detalhes… tudo foi escolhido com muito cuidado, como quem monta um pequeno refúgio. Há algo de orgânico em Alba, algo que conversa com a natureza, com o tempo, com aquilo que não se apressa. A luz — sempre a luz — também me guiou muito durante o processo. Talvez porque, em alguns momentos, tudo o que a gente mais precisa é de um fio de claridade para atravessar o dia.
Alba também nasceu de uma vontade muito íntima: a de criar algo que acolhesse outras mulheres como eu. Mulheres que sentem muito. Que guardam detalhes. Que, mesmo quando o coração fica um pouco mais quieto, continuam encontrando beleza nas pequenas coisas — e só precisam de um lugar para deixar isso existir.
Se eu pudesse resumir, diria que Alba não é apenas uma coleção.
Ela é um convite.
Um convite para desacelerar.
Para observar.
Para escrever sem medo.
Para guardar o que importa — inclusive aquilo que não volta, mas permanece de outras formas.
Para recomeçar — quantas vezes for preciso.
E talvez, no meio das páginas, você também encontre a sua própria luz.
