O que vivi em 2025 não ficou para trás — segue comigo.
Foi um ano atravessado por silêncios difíceis, por uma dor que não se explica com facilidade e por um luto que ensinou sobre ausência, amor e permanência. Houve perdas que mudaram o ritmo dos dias e a forma de olhar para o futuro. Criar, em muitos momentos, foi também uma forma de respirar.
Esse atravessamento marcou profundamente o fazer artesanal. As mãos continuaram trabalhando, mas com outra escuta. Com mais respeito ao tempo interno. Com mais cuidado com aquilo que não se vê, mas se sente. Cada diário passou a carregar ainda mais intenção — não apenas como objeto, mas como espaço seguro para acolher o indizível.
2026 nasce desse lugar.
Um ano em que as criações serão atravessadas por memória, delicadeza e profundidade. Onde o fazer não ignora o que foi vivido, mas transforma experiência em gesto, dor em cuidado, ausência em permanência simbólica.
As próximas coleções tendem a dialogar ainda mais com temas como ressignificação, espera, reconstrução e pequenos renascimentos cotidianos. Diários que convidam a escrever, colar, guardar — mas também a pausar. A honrar processos que não são lineares.
Criar em 2026 será, acima de tudo, um ato de verdade. Um compromisso com o que é sensível, com o tempo que cada coisa pede e com a certeza de que aquilo que nasce do vivido carrega uma força silenciosa.
Que as páginas de 2026 sejam abrigo. E que cada criação continue sendo uma forma delicada de dizer: o que foi vivido importa, e pode florescer de outras maneiras.
